IMORTAIS RIEM PARA SEMPRE

Desde domingo à noite estou rindo sozinho, rindo à toa. Aliás, eu e pelo menos quatro milhões e meio de gaúchos. O Grêmio goleou implacavelmente ao Internacional na Arena lotada, num daqueles jogos que realmente entram pra história. E aí, na famosa gangorra grenal, como diz o ditado, quem ri por último ri melhor. (É só lembrar, por exemplo, que faz três meses que não perdemos um Gre-Nal. Ou que foi o Grêmio que ganhou mais grenais quando o assunto é campeonato brasileiro…).

Na verdade, confesso que minha primeira vontade era não escrever nada. Precisa? No máximo, talvez, pensei em rabiscar algum pequeno ensaio sobre a importância e a influência do quatro na história da humanidade… Reflui quando vi que poderia invadir a seara do “não-politicamente-correto”, o que não fica bem para os vencedores de escol (o que aliás o perdedor Dalessandro não soube ser). A verdade é que quando a gente ganha de 4X1 não tem mesmo que ficar explicando nada, acrescentando nada… Os gols falam por si. E afinal, qualquer um entende o supremo significado de quatro dedos abertos e espalmados, a menos que sejam os do Lula, porque aí já não dá pra ter tanta certeza…

Há dois caminhos diante de uma goleada histórica como esta.

O primeiro deles, obviamente, é comemorar. Rir à toa! Numa rivalidade como a nossa, quem perde acusa realmente o golpe e cabe a quem ganha aproveitar e divertir-se com isso, aliás uma das recompensas que se tem por torcer tanto para um time.

O segundo caminho é reconhecer. Reconhecer que estamos no caminho certo, lançando com consistência jogadores da base, como Luan, Wallace e Biteco. Reconhecer mais uma vez a importância do Presidente Fábio Koff que descobriu um Felipão na manga quando, absolutamente, ninguém achava que isso fosse possível, pelo menos em tão pouco tempo depois da Copa. Reconhecer a qualidade do trabalho de Felipão que aos poucos resgata a verdadeira alma tricolor, mesmo (ou até por isso!), na maioria das vezes botando bola pro mato porque o jogo é de campeonato. (Devolver os 4X1 foi a glória!) Reconhecer também o ótimo trabalho que vem sendo feito pelo Rui Costa, que, sempre discreto mas eficiente, descobriu o excelente Geromel, trouxe Dudu, apostou em Alan Ruiz, trouxe Giuliano, dispensou uns (principalmente o Dida, o que definitivamente consolidou o grande Marcelo Grohe), contratou outros, errou aqui e ali, (como com o Matias ou Jean Deretti) mas que, como resultado do conjunto da obra, no domingo deu ao Felipão mais e melhores opções de elenco do que dispunha o Abel no outro lado, cheio de Alans, mas sem nenhum que resolvesse. Reconhecer enfim que diante da grandeza do Grêmio, de sua espetacular torcida e de seu estádio de primeiro mundo, nada, realmente nada pode ser maior.

Putz! Quase não falei da goleada… Mas, 4X1 sobre o Inter… precisava falar?

Fernando Di Primio
Conselheiro do Grêmio e Integrante do Grupo Grêmio Imortal

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