SE PEGA RATÃO, PEGA LEÃO

O dois a zero do Grêmio contra o Sport me lembrou a famosa estratégia do gaguinho Cláudio Duarte, que mandava seu time ficar amontoado atrás, atraindo o adversário, que se sentia poderoso e se jogava inteiro na ânsia de fazer o gol. E aí, quando o ratão invadia a área, a velha armadilha chamada contra-ataque disparava e dava uma paulada na cabeça dele, liquidando a partida. O Sport achou que era um leão e levou a paulada assim mesmo, quando Giuliano deu um passe perfeito e Dudu completou.

No primeiro tempo, o Grêmio tinha o domínio do jogo. Fez um, podia ter feito três. O chute de Alan Ruiz fez justiça a um time bem superior. Começa o segundo tempo e o Grêmio fica atrás. O Sport joga melhor, pressiona, a torcida fica nervosa, o empate parece próximo. O Felipão coloca Wallace, aquele rapaz de um metro e noventa que ainda está crescendo, e aí os riscos diminuem. O Sport, leão e ratão, continua achando que vai marcar. Saliva, corre, sua, ronda a área, mas seu destino está traçado. Felipão virou Claudião, e o leão virou ratão.

Mas o maior ratão da rodada não foi o Sport. Foi um time vermelho, aqui dos pampas, que foi a Santa Catarina achando que era fácil comer o queijo numa terra dedicada à criação de suínos e embutidos em geral. E já que a metáfora zoológica mais óbvia em relação a esse time vermelho virou caso de polícia, ele fica sendo um ratão mesmo. Um ratão daqueles bem gordos, bem lentos, que fica dando toquinhos na bola em volta da área, que mostra sua técnica superior, que quase encosta seu focinho no queijo.

E vieram as pauladas. Uma. Duas. Três. Quatro. Cinco!

O leão que virou ratão morreu com alguma honra. Já o ratão vermelho…

Carlos Gerbase
Conselheiro do Grêmio e Vice-presidente do Grupo Grêmio Imortal

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