SEMPRE ATRÁS DE UM “JONAS” PARA JOGAR AO MAR

Que momento trágico para história do Grêmio.

A pecha de racista – sempre tratada de forma insistente, mas velada por parte da imprensa – agora está “legitimada” por um órgão composto por integrantes de capacidade questionável. De nada ameniza tais componentes, visto que nosso nome rodou o mundo relacionado a palavras “eliminação” e “racismo”. A punição foi exagerada e, portanto, injusta. Tal constatação deveria nos bastar para lamber as feridas e seguir em frente já que conhecemos a história do Grêmio de Everaldo e Lupicínio, mas não basta.

A escassez de títulos relevantes nos faz procurar justificativas e, em especial, culpados. Estamos sempre atrás do nosso “JONAS” (Um “Jonas” é um elemento da tripulação que os marinheiros de outros tempos acreditavam trazer azar para a viagem) para expulsarmos do nosso navio e jogarmos ao mar: ora é um dirigente, ora um treinador, ora um jogador, ora uma parte da torcida.

Na minha opinião, com a pouca experiência que tenho no Conselho Deliberativo do Grêmio, o problema é nossa atual extrutura “política” que está destruída. Interesses particulares de cada grupo parecem prevalecer ao que seria ou é melhor para o Grêmio.

Não contesto a presença de nenhum conselheiro, longe disso, visto que todos foram eleitos pelos associados de acordo com o estatuto vigente do Grêmio, portanto são legítimos. Também, evito generalizar os movimentos, pois qualquer generalização causa injustiças – como a que estão fazendo com o Grêmio – e porque aprendi a admirar conselheiros das mais variadas correntes.

Contudo, urge remarmos todos para a mesma direção até encontrarmos ventos mais favoráveis. Se o consenso é impossível, que o melhor termo seja encontrado e acordado para que seja defendido e promovido por todos os que representam a massa gremista. E os pseudos “Jonas” virão de arrasto.

Guilherme Schulze
Integrante do Grupo Grêmio Imortal e Conselheiro do Grêmio 2013-2019

Dica 1: se associa hoje e participe de um movimento ‘político’ de gremistas
Dica 2: se associa hoje para votar nas eleições do conselho após 2 anos
Dica 3: se associa hoje para concorrer ao conselho após 5 anos

1 comentário para “SEMPRE ATRÁS DE UM “JONAS” PARA JOGAR AO MAR”

  1. Paulo Ferrer disse:

    Guilherme

    Saúdo a pluralidade “política” hoje existente no Grêmio; ela é fruto da prática democrática que o Clube vem desenvolvendo.
    Agora, não é fácil conviver com tal democracia; exige muita perseverança, diálogo, flexibilidade, trabalho …
    Poderemos aprimorar tal prática fazendo passar no Conselho a exigência de “registro dos Grupos” no Grêmio e nela estabelecendo uma representatividade mínima para serem acolhidos.

    Paulo Ferrer
    Grupo Grêmio Imortal

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