COMO NO BASEBALL DE NEW ORLEANS…

Ao sair da Arena na quarta-feira, depois da partida com o Goiás, me veio à lembrança o único jogo de Baseball que assisti em toda a minha na vida. Impossível esquecer! Foi há uns quinze anos, no fantástico Superdome, em New Orleans. A torcida lotou o estádio – muita pipoca, muita cerveja –, estavam lá as duas equipes, a arbitragem com seu estilo inconfundível e tudo o mais. Tudo muito lindo como a nossa Arena (embora ainda estejamos muito longe de sermos organizados como eles…). Só que o jogo deve ter durado umas duas ou três horas e, lembro como hoje, não aconteceu absolutamente nada! Aliás, bem como o ataque do Grêmio…. Vinha o cara com a bolinha, atirava… O outro não rebatia. Ou se rebatia, não tinha rebatido certo e começava tudo de novo… Aí quando o Barcos, quer dizer, o cara não dava mais, vinha outro, começava tudo de novo e nada! Simplesmente nada, nada acontece, placar em branco, emoção zero! Literalmente como – e aí é que eu refiro – os últimos jogos do Grêmio….

Contra o Goiás especificamente, algumas constatações podem ser feitas. Primeira: eu sou um cara paciente, mas estou quase convencido de que temos pouco jockey (Um plantel que tem Giuliano, Dudu – não pode ser banco nesse time! -, Luan, Alan Ruiz, Maxi Rodrigues… não pode formar um time que não faça gols…) Segunda: deu pro Barcos! É como aquele cara do taco no Baseball… Se vem uma bolinha e ele não acerta e se vem outra e ele não acerta também, o técnico troca, bota outro pra bater! A história do futebol mostra que o banco já fez muito bem pra muita gente… Terceira: no jogo com o Goiás, especificamente, embora tenha faltado um pouco de sorte também, a verdade é que à exceção dos rompantes do Dudu, o time parecia sem ambição. Luan e Alan muito frios, Barcos daquele jeito, apenas Giuliano (grande contratação!) tentando fazer alguma coisa…

A verdade é que não se ganha jogo – como no Baseball de New Orleans – sem marcar gols! E para isso é preciso mais do que ficar dando toquinho no meio de campo. É preciso ambição, transpiração, ir pra cima… É preciso jogadas ensaiadas… É preciso muito mais…

Mas vamos esperar mais um pouco para ver se não foi um problema apenas primeiro jogo… Pra ver se o técnico não é tão mole quanto parece e se o Lucas Coelho enfim deslancha… Afinal, o que são mais duas ou três semanas pra quem já está esperando há tanto tempo?

Fernando di Primio
Conselheiro do Grêmio
Ex-Presidente do Grêmio Imortal.

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