CAMPEÃO, DE BILHETERIA

O cinema e a literatura sempre se aproveitaram de histórias assim. Os mais fracos se reúnem, montam um exército que, aparentemente, é despreparado, de soldados pequenos, sem disciplina e treinamento, mas com uma causa inspiradora e nobre. E, mesmo lutando contra inimigos mil vezes mais numerosos, mais capazes no campo de guerra, enfrentam com bravura as adversidades e acabam vencendo o “mal” e conquistando o inimaginável na base do coração. Apenas respaldados por estarem do lado “certo” da força. Hollywood e outros centros cinematográficos cansaram de aproveitar-se desse roteiro. Coração Valente, Spartacus, Senhor dos Anéis, Jornada nas Estrelas. E sei que devem estar lembrando de outros incontáveis títulos!

Títulos? Bom assunto. É tudo que a torcida tricolor precisa. Que o Clube precisa. Talvez essa seja nossa luta contra o mal. Estamos montando nosso pequeno exército, um pouco esfarrapado (e o uso do termo é, sim, proposital). Nossos soldados parecem ainda despreparados, pequenos frente ao grande desafio de conquistar a América, o Brasil. Mas estamos nos reunindo, na nossa Floresta de Sherwood, em torno de um ideal que me agrada.

Sou um gremista, por vezes, otimista demais. Costumo ter bons presságios, acreditar e achar que pode dar certo. Adoro esse tipo de filme! Confesso. Tenho conversado com muitos torcedores e vejo que a maioria não está se importando muito por termos um técnico sem nome. Com poucas estrelas no elenco e cheio de gurís da base. Apostas e mais apostas. Porque me parece que nosso tricolor tem esse perfil dos filmes que descrevo acima. Não é à toa que fomos chamados em outros tempos de Exército Espartano. Sempre fomos um Clube que prefere ser bravo, lutador, em vez de jogar bonito. Sempre preferimos ganhar de um a zero no barro, na chuva, aos 45 do segundo tempo, de forma bem teatral.

Com o roteiro nas mãos, vejamos nossos personagens: Temos os soldados novatos, mas com pinta de guerreiros habilidosos e grande futuro como Wendell, Maxi, Ramiro. Temos os renegados, mas bravos e incansáveis Pará e Grohe. Os grandões que não falam muito, mas baixam o pau como Edinho, Rodolpho, Riveros. O Alán Ruiz é o estrangeiro que ninguém conhece. Vem de outras terras distantes (nem tanto…). Temos até o veterano de quem já não se esperava muita coisa, mas que um dia foi um grande herói e no fim das contas volta à sua velha forma para aniquilar o inimigo. Barcos. O Pirata. Até o nome de vingador ele tem. Tentem imaginar tudo isso comigo.

Concordo que será muito difícil (alguns diriam ser impossível), mas e não é essa a primeira premissa para que nosso pequeno e roto exército comece a mostrar sua capacidade? Não é assim que acontece em Mad Max? O que resta é torcer e acreditar que tudo vai dar certo no final. Que vão subir os créditos e neles estará escritor que somos campeões. Claro que para isso acontecer nós temos que ser os mocinhos. Sorte ao nosso mestre Koff Yoda e seus comandados.

Toco y me voy
* Kléber –conversando com meu irmão, Juliano Ferrer, chegamos à conclusão de que Kléber é nosso maior problema atualmente. Não joga nada, é caríssimo, não conseguimos vender e ele não é do tipo que fica quietinho no banco de reservas. O que fazer?

* Werley – Sou defensor do futebol dele. Sei que não é um zagueiro sensacional, mas com um bom sistema defensivo e um zagueiro bom, como o Rodolpho, ao lado é seguro.

* Bressan – precisamos nos desfazer dele! Ele é o X9!

Abraço tricolor,

Diego Ferrer
Conselheiro do Grêmio e sócio do Grupo Grêmio Imortal

1 comentário para “CAMPEÃO, DE BILHETERIA”

  1. Carlos Englert disse:

    Diego concordo com o teu comentário, mas nós torcida temos que fazer a nossa parte e incendiar com vibração a nossa Arena.

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