ALGUÉM DIFERENTE

Como está difícil sair de casa com esperanças de que o Grêmio jogará bem e fará o resultado ao natural. Em 2013, seja no tempo do Luxemburgo, seja no tempo do Renato, o certo é que não jogaremos bem e não ganharemos bem. Mas, há uma diferença: o Grêmio do Renato ganha mais do que perde e, por isso, estamos em segundo lugar na tabela. Mas, sinto uma saudade do Grêmio que amassava os adversários nos minutos iniciais dos jogos em sua casa.
O time do Renato teve e ainda tem um bom poder de marcação, mas não possui mais aquele ímpeto de marcar-pressão no campo inteiro e roubar a bola o mais perto que der do gol adversário. E, time que espera ser atacado para contra-atacar precisa de jogadores, no mínimo 1, com capacidade de fazer algo diferente: um lançamento longo; um passe no vazio; ou um drible em direção ao gol. Kléber não é esse cara, nossos volantes tampouco e o Barcos não pode ser, resta o Zé.
O tão aclamado Zé Roberto. Sim, é craque. Sim, tem capacidade para fazer algo diferente no campo, mas não está mais com a cabeça no Grêmio. E, na minha opinião, se não respira o Grêmio não deve jogar, pois o Zé anda devagar e insolente em campo.
Contra o Flamengo, em um jogo complicado (e qual não foi?), ganhamos por um fator: Maxi Rodrigues. Se ele está pronto? Eu não sei, mas ao avaliar o ano do resto do elenco, Maxi se torna necessário, é diferente e precisa jogar.
Agora é focar e garantir a vaga para a libertadores, pois 2014 se aproxima e com ele a esperança que o futebol do Grêmio mude e os resultados apareçam.

Guilherme Schulze
Conselheiro do Grêmio e Integrante do Grupo Grêmio Imortal

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