FORÇA, VELOCIDADE E UMA PITADA DE SORTE II

No dia início de agosto, fiz uma análise do nosso jogo contra o Corintians. Da nossa derrota contra o Corintians.

Pois bem, de lá pra cá, não houve transformações mágicas ou uma mudança que possamos chamar de definitiva, mas ontem, no jogo contra a Raposa, acredito que possamos ter começado uma nova página no Brasileirão.

Explico…
Não vou me iludir com os dois placares elásticos, nem tampouco com os poucos gols sofridos nas últimas duas partidas. Também, não sou fã de um time com 3 zagueiros, principalmente, quando os zagueiros não são virtuoses técnicas. Não sou daqueles que se ilude e acha que as categorias de base são a solução ainda mais quando surgem no atacado.

Mas então, por que a página virada? Por que o recomeço?

No título deste texto (e do início de agosto) cito duas características que nosso time não tinha e que acredito estar retomando.

A saída do Elano do time (e, porque não, também do Zé Roberto) deu ao Grêmio o que estávamos precisando há muito tempo: Força e Velocidade! O futebol moderno não comporta jogadores lentos e sem força. Nosso meio campo com Elano e Zé Roberto era muito técnico (sem dúvida), mas lento e burocrático.

Observem os jogos do Brasileirão. Tem muita “correria”. Tem muita velocidade. Tem muita força. Os jogadores “técnicos” são quatro ou cinco em 20 times. O restante, obviamente, tem de ter ‘um pouco de’ técnica, mas tem que ter principalmente muita velocidade e força. O próprio Cruzeiro, que caiu na Arena e é o líder do campeonato (15.8.13), é um time com poucos craques e muitos jogadores fortes e velozes, em especial, no ataque e no meio de campo.

A gurizada que entrou no Grêmio deu esta energia que estávamos precisando.
O próprio Maxi R. que, fez – tecnicamente – uma partida de razoável para ruim, na minha opinião, teve uma importância tática fundamental se comparado ao Elano: ele distribuiu (mesmo errando bastante) o jogo com velocidade e intensidade. Meio de campo tem de fazer o time “andar” e não mascar a bola ou simplesmente fazer lançamentos lotéricos ou dar passes laterais.

Sobre o Barcos…Centroavante tem uma palavrinha mágica que deve lhe acompanhar: Confiança! Mesmo longe do ideal, Barcos está melhorando partida a partida e a melhor notícia: gradativamente, está voltando a marcar e participar dos gols.

Nossos problemas estão resolvidos? não! Claro que não. Mas, percebo o início de um novo meio-campo que é o coração de qualquer time de futebol.

Para completar, sofremos um pênalti, que nosso (grande) goleiro defendeu e, logo em seguida, o jogador adversário foi (com justiça) expulso….

Era a pitada de sorte que nos faltava!

Saudações Tricolores

Tiago Meneghetti Brum
Sócio do Grêmio e Secretário do Grupo Grêmio Imortal

1 comentário para “FORÇA, VELOCIDADE E UMA PITADA DE SORTE II”

  1. Fuinha disse:

    Tiago,
    Concordo em tudo que disseste. Foi exatamente a reflexão que fiz após o jogo de ontem. Perguntei-me: o que aconteceu com o time? E as respostas foram condizentes com o teu texto. O Maxi R., apesar de suas falhas, acaba dando um ritmo necessário ao nosso time, a correria que tanto falta. Só em trazer movimentação para aquele setor, já traz um ganho enorme, mesmo com as falhas, muitas vezes por ser afoito e ter fome de bola.
    O caso Barcos um dia teria que terminar, mas não podemos só culpar o pirata. Tudo bem que ele vinha se movimento como um velho reumático, como disse o Diego Ferrer, mas vale salientar que nos últimos jogos “desgracentos” só recebia tijolos ao invés de um passe decente, lançamentos longos, absurdos, tendo que dominar cercado por marcadores.
    Mas o que mais marcou pra mim ontem foi a mudança no setor que mais me preocupa no Grêmio, a defesa. A saída do Bressan deveria ser definitiva e bem pra longe da Arena, porque nem pra banco ele serve. Nem vou perder tempo escrevendo sobre os defeitos dessa “naba”. E fiquei impressionado com a eficácia de Mateus Biteco, desarmando e roubando bola com fazia o Fernando, sempre no cangote do adversário. Precisamos de um volante assim, abafando o ataque adversário e blindando a zaga, e claro, de um zagueiro novo, um zagueirão!
    Abs!

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