Um tapinha não dói…

Ao contrário de algumas opiniões – talvez a maioria delas – que li e ouvi nesta segunda-feira após a derrota do Grêmio em Criciúma, não me incluo entre os que querem crucificar Matheus Biteco e Vargas por suas bobas expulsões. É claro que a derrota foi uma decorrência direta do fato de termos ficado com nove jogadores em campo. (Afinal, Batalha dos Aflitos é só uma na história…) Mas antes de execrar nossos jogadores prefiro discorrer sobre um tema que vem me incomodando, que é esse evidente excesso de juízes para apitar um jogo. Com os famigerados árbitros de fundo de gol temos agora um sexteto, ou seja, o dobro do que sempre foi suficiente. E são seis caras querendo mostrar serviço, muitas vezes simplesmente querendo aparecer. (Aliás, até agora não consegui entender a figura dos chamados juízes de gol. Quando eles intervém o fazem pra complicar. E mor das vezes silenciam em lances capitais por não terem autoridade ou não quererem se complicar. Na partida houve um escandaloso escanteio a favor do Grêmio, em um chute desviado na perna do jogador do Criciúma que o assistente cinco (ou seis, ou quatro, já não sei mais), posicionado a apenas três metros do lance, simplesmente não viu!).
Bem, voltando às expulsões de Criciúma penso que tenha havido, por inexperiência do árbitro, no caso da expulsão de Biteco, um evidente exagero. Chutado por trás, empurrado, atropelado ele reage, num gesto de desvencilhamento natural, com um tapinha que no máximo apenas despenteia o adversário, em atitude que diante de um juiz rodado mereceria um sorriso seguido de uma cara feia com, no máximo, no máximo, um cartão amarelo como punição. (O que, aliás, mereceria também o jogador do Criciúma não apenas pela sucessão de faltas no lance, mas principalmente pelo escândalo cinematográfico que proporcionou ao cair.)
Já a expulsão do Vargas – embora ele não tivesse nada que fazer aquilo – se enquadra no caso do “bandeirinha que quer aparecer”. Um chutinho despretensioso que nem chega a pegar no cara e que também mereceria, a meu juízo, um e tão somente um módico cartão amarelo.
Enfim, sem eximir os dois jogadores, penso que o resultado do jogo tenha sido muito influenciado pelo preciosismo de uma arbitragem inexperiente querendo mostrar serviço…
De qualquer forma, também é importante lembrar, todos os jogos valem os mesmos três pontos e que se queremos chegar a algum lugar não podemos perder para o Criciúma, com todo o respeito que nos merece o, digamos, jalde-negro catarinense.
De bom, mais uma destacada atuação de Zé Roberto, o empenho de Kleber, a iminente entrada do experiente Riveros e a anunciada contratação de Rodolpho. Sou daqueles que acredita e muito que o ânimo e o gremismo inoculados por Renato no vestiário (em contraponto com o sei lá o quê do professor anterior) vão levar o Grêmio a um grande campeonato brasileiro. Criciúma foi apenas um apito no meio do caminho…

Fernando di Primio
Sócio desde sempre, Conselheiro e Ex-Presidente do Grêmio Imortal

2 comentários para “Um tapinha não dói…”

  1. Paulo Ferrer disse:

    Belo texto Di Primio. Acho a arbitragem Brasileira ridícula e covarde, pois fica o tempo todo administrando o jogo. Futebol é esporte de contato que eles punem pelo medo de perderem o controle. Depois nossos jogadores sofrem nas competições Sul Americanas, nas quais os juízes não marcam frescuras. Sem falar que simulam teatralmente. Na Europa não existe isso.

  2. Jorge Aita disse:

    Grande texto Fernando, é isto que penso de arbitragem, não era nem para cartão, ou este jogo não é mais futebol.
    Abç
    Jorge

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