A ARENA É NOSSA!

Após a saraivada de informações e versões divulgadas via meios de comunicação, ora defendendo uma posição ora defendendo outra, cheguei as minhas próprias conclusões baseadas em atenta analise dos fatos e números.

No Grêmio as coisas não tendem a acontecer com serenidade, muito menos as analises da maioria se baseiam em laudos técnicos.

Daí acabamos por armar uma verdadeira guerra de versões no Conselho Deliberativo, não raro norteado por interesses políticos.

Neste processo “Arena do Grêmio”, após quase 8 (oito) horas de debates, ajustamos entre nós gremistas na data de 17 de junho de 2013 o que eu qualifico como “um negócio para o futuro e de modernização do Clube”.

Sem uma estratégia única por parte do Clube, mas sim diferentes estratégias a cargo de cada direção, chegamos ao final do processo fazendo os necessários ajustes ao longo da estrada.

Por fim nos “demos bem” como instituição.

Na gestão Duda Kroeff foram desenvolvidos todos os contratos iniciais, lançada a pedra fundamental e iniciada a obra propriamente dita.

Na gestão Paulo Odone foi realizada 80% da obra e entregue ao mundo tricolor uma Arena moderníssima, quase integralmente pronta, mas já de altíssimo padrão a nível mundial. Uma casa para nos encher de orgulho por mais 60 anos.

Neste início da gestão Fábio Koff, absolutamente “esnucada” financeiramente, após 4 meses de tremendas negociações, a equipe gremista de negociadores alcançou o que eu chamo de impressionante abatimento sobre o preço final a ser pago.

O que assim, entre idas e vindas, em resumo, temos hoje?

Ao assinar este novo contrato com a OAS, o Grêmio, passa a usufruir de um estádio “zero quilômetro”, entre os mais modernos de mundo.

Igualmente passa  a ter recursos para completar seus dois CT’s e colocá-los entre os de mais alto padrão de qualidade.

Tanto o de Eldorado do Sul, onde temos mais de 24 hectares que agora, após 30 anos, vamos poder integralmente concluir, quanto o do Humaitá, junto à free-way, serão “benchmarking” para o setor.

Tudo isto graças à renegociação aprovada na última 2ª feira pelo CD, desencaixando em recursos algo em torno de R$ 310 milhões a menos sobre o preço que havíamos compromissado até o final do ano passado.

Note-se que esta é uma visão conservadora deste preço a menor. A versão de R$ 250 milhões publicada em jornais é a visão pessimista, bem como a de R$ 400 milhões a otimista.

Até a aprovação de 2ª feira por parte do CD, iríamos pagar R$ 660 milhões pela Arena.

Agora, assumimos uma obrigação de pagar R$ 350 milhões pelo novo estádio, o que inclui os dois CT’s, instalações administrativas, lojas, museu e demais facilidades que serão oferecidas aos gremistas.

Estes recursos a menor a serem pagos são provenientes de novas cessões de receitas a serem usufruídas pelo Grêmio, bem como descontos em valores anteriormente estabelecidos.

Tudo isto a um PREÇO JUSTO e com 20 anos de prazo para pagar.

Com o nível de endividamento atual, de que outro modo o Grêmio poderia bancar sua modernização estrutural  e fazer um estádio novo e dois CT’s, sem que alguém bancasse todo o processo construtivo, a preço justo e tendo 20 anos para quitar estas obras?

A par de todas as discordâncias, desconfortos, discussões, o fato é que sofridamente chegamos lá.

Cada gestão acrescentando e aprimorando o que a anterior havia realizado.

Agora, com calma, olhando o futuro e vendo o nosso tremendo potencial instalado, não posso deixar de cumprimentar os presidentes Duda, Odone e Koff por cada um dos passos dados. Cada um ao seu tempo, foram inestimáveis para a construção desta estrutura modelar a nível mundial que o Grêmio já tem e em breve estará 100% concluída.

Também não posso deixar de lembrar e agradecer à OAS e seus dirigentes. Nosso parceiro acreditou desde o início no Grêmio, investiu na frente e depois renegociou em conformidade com seus interesses (o que é muito legítimo), mas soube ver que a viabilidade econômica do Clube passava pela cessão de certos direitos.

Assim fazem os bons parceiros. Agora vamos colher os frutos de uma grande parceria.

É o que eu realmente espero.

Marcos Herrmann

Vice-Presidente do Conselho de Administração do Grêmio

Sócio do Grupo Grêmio Imortal

3 comentários para “A ARENA É NOSSA!”

  1. Henrique Azambuja disse:

    Parabéns Marcos! COm certeza conseguimos o equilíbrio
    Receba nossa saudação!
    Todos juntos pelo Grêmio,
    Grande abraço
    Henrique Azambuja

  2. Creso Cunha disse:

    Cumprimento o autor pela análise feita e demonstração das vantagens conquistadas. Não ví porém alusão a um futuro shopping, hotel e garagens. Obteremos também vantagens nestes emprendimentos ? Se possivel gostaria de ser esclarecido, alias também não ví prazo de construção destes bens, inicialmente previstos.

  3. Marcos Herrmann disse:

    Respondendo a indagação anterior, estes ativos mencionados pelo leitor são propriedades exclusivas da OAS.
    O Grêmio auferirá uma comissão de 2% e a Arena Porto Alegrense (aonde o Grêmio detém 65% das ações) de 1%, sobre a venda de cada apartamento destinado a algum integrante do Exercito Gremista (são mais de 500 mil inscritos).
    Considerando que VGV do conjunto de prédios residenciais da OAS alcança a soma de R$ 2,8 Bilhões, o potencial que o Grêmio pode usufruir em comissões não é nada desprezível.

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