ALMA PERDIDA

Quem de nós gremistas não tem um sentimento de saudade, ou perda, ao assistir jogos de times médios como Olímpia ou Newells empregando-se a toda alma e sangue na superação de adversários maiores, poderosos, de jogadores famosos com altos salários?
Não é bem documentado como ou porque começamos a perder a “alma castelhana”.
Alguns situam na chegada de Autuori, com a declaração de que “mais importante que ganhar é jogar bem…” (algo com esse sentido). Acho que – como em tudo – a etiologia é múltipla. A torcida começou a desvalorizar pratas da casa, em favor de medalhões velhos (com muito pouca raça e taça) como Roger, Tcheco, Douglas, Rockembach. O segundo deles, um jogador respeitável, mas impediu a ascensão ao time do excelente Douglas Costa. A intensa briga visceral da política interna nos tornou presa fácil da politicagem e desfavoreci mento nosso em beneficio do tradicional adversário nos pontos arbitragem-cronistas imparciais-federação-politicagem (porque a Copa das Confederações não veio pra ARENA é um exemplo do desprezo). Escolha inadequada de jogadores consagrados, que chegam prá curtir uma aposentadoria com salários que noutros clubes nunca chegaram a receber, gerando os festeiros milionários da noite Porto Alegrense.
A vocação castelhana do Grêmio se agita de dor a cada jogo, a cada lance de bolinha pro lado, a cada dividida perdida ou não devidamente disputada, ou na provocação, pancada ou erros de arbitragem aceitos de cabeça baixa… E ao final, a cada explicação bem concatenada da derrota.
Precisamos re-focar na essência do futebol que nos atrai e que nos trouxe admiração de todos. Do plantel atual, alguns jogadores são adaptáveis nessa tese; os zagueiros jovens, o lateral esquerdo, o Souza que se movimenta bastante e os atacantes, sem falar nos jovens em ascensão. Faltam jogadores de determinação: creio que no Paraguai, Uruguai ou no interior da Argentina se acha, mas uma avaliação com entrevista é necessária, para sentir a que vem o contratado.
Finalmente, duas sugestões ao Pres. Koff e assessores:

1- com o Gauchão se definindo como longo e desinteressante, não é o caso de tentar junto a COMEBOL o retorno da Super Copa? Nos primeiros meses do ano se poderia – junto a Nacional – Penharol, Olimpia – Cerro, River – Boca e outros times argentinos, um torneio a exemplo dos torneios de verão argentinos
2. já não seria o caso de se pensar numa despedida definitiva do Olímpico com um Grêmio x Nacional, o mesmo jogo que inaugurou o inesquecível Estádio?

Cesar Bimbi
Sócio Gremista

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