MINHA PRIMEIRA VEZ

Minha primeira vez na Arena foi em 26 de março de 2012, um dia chuvoso, que parecia anunciar a chegada antecipada do inverno gaúcho.

O entorno do estádio tem muito barro e poças d´água, mas a obra é surpreendentemente limpa e organizada.

Muita gente trabalhando, guindastes imensos erguendo peças de concreto, as arquibancadas surgindo na frente dos meus olhos.

É impossível não sentir o coração batendo mais forte.

Logo que subi as escadas, pensei:

- Será que vou viver nesse estádio as mesmas emoções do gol de André na final do Gauchão de 1977?

- Será que vou me sentir em casa, como me sinto no Olímpico?

Também pensei no meu pai, que ajudou a construir a nossa casa da Azenha e ficava doente quando o Grêmio não ganhava.

Passados dez minutos, todas as minhas perguntas estavam respondidas: aquela é a minha nova casa, e as emoções estão prestes a acontecer.

As lembranças do Olímpico nunca vão morrer, são imortais como o Grêmio.

Mas entrar na Arena é como entrar numa casa nova: as esperanças se renovam, e a gente tem a sensação de que a vida vai ficar muito melhor.

Carlos Gerbase

Carlos Gerbase

3 comentários para “MINHA PRIMEIRA VEZ”

  1. Gilberto disse:

    Excelente! conseguistes traduzir meus sentimentos quando por lá também estive pela vez primeira.
    Parabéns!

  2. Paulo Ferrer disse:

    Que beleza.
    Texto de quem é do ramo literário.
    Sua leitura serviu para amenizar um pouco minhas angustias, ansiedades, causadas pelas incertezas da mudança.
    A diversidade de formações e atividades profissionais de seus componentes, enriquece o Grupo Grêmio Imortal e o qualifica para bem servir ao Grêmio.

  3. Luiz Eduardo Barbosa disse:

    Casa nova pode renovar nossas energias.

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