MELHOR PARTIDA

A atuação de ontem, contra o Santa Cruz, foi a melhor do Grêmio nesse ano de 2012. Mas muita calma! Isso não quer dizer que foi uma maravilha. Longe disso. Apenas tivemos uma evolução na distribuição tática, ocupação de espaços e troca de passes. Fácil de explicar: o Caio Jr. inventou o mínimo possível. Colocou o time mais óbvio dentro daquilo que temos no plantel (pobre o nosso plantel, por sinal). Laterais nas laterais, zagueiros na zaga, volantes e meias como volantes e meias, atacantes no ataque. Parece piada o que escrevo, mas isso não vinha sendo feito. Acredito que assim se começa um time. Primeiro o mais lógico, mais simples, depois, a partir daí, pode-se testar novas peças, alternativas, invenções e encontrar o diferencial coletivo do time. Ainda assim, demonstramos sérios problemas no sistema de marcação.

A defesa começa com Victor e termina em Bruno Collaço

Nosso sistema defensivo é um caos! Começa com um Victor que não faz mais milagres, continua sendo sem alma (não me admiro que um dos uniformes que costuma usar tenha a cor AMARELA), falha muitas vezes e tem saído do gol ao melhor estilo Tavarelli. Vejam quantos gols de cabeça tomamos em (não) saídas erradas. A sua frente dois estreantes: um deles, o Grolli, um garoto da Chapecoense que chegou e colocou a camisa titular. Parece-me um zagueiro duro e inexperiente. O outro, Naldo, tem boa colocação, mas pouca técnica. Na lateral direita Gabriel custa a render o que rendeu com o Renato em 2010. Na esquerda um jogador fraco, ruim, covarde, que não pode ser nem do elenco do Grêmio. O fato de ser reserva não quer dizer que o cara pode ser um mau jogador. O reserva deve ser uma alternativa possível e o Collaço não é.

Ataque sem meio

Compramos um ataque e vendemos uma meia-cancha. Kleber e Moreno são excelentes. Vêm brigando muito e demonstrando grande qualidade. Quando foram contratados, nosso meio-de-campo poderia ser montado com: Fernando, Rochemback, Marquinhos e Douglas. Por algum tempo sonhamos com o Giuliano. Boas perspectivas, não? Bom, passados dois meses do ano de 2012, nosso meio ainda não existe. Vendemos o Rochemback (gremista, guerreiro e de excelente técnica), entregamos o Douglas (discutido, indolente, mas diferenciado tecnicamente) e ficamos com o Marco Antônio (mais um que chega de um time pequeno com a camisa de titular). O resultado é um deserto no meio de campo, onde se sobressaem o Fernando, que vem jogando muito, Marquinhos, que melhora a qualidade do passe, e Kleber que é obrigado a voltar até o círculo central. Tivemos a oportunidade de montar o time de 2012 em novembro de 2011. Estamos em fevereiro e estamos contratando (espero) dois meias. Adeus planejamento!

Toco e me voy

• Gilberto Silva – Admiro muito esse jogador, mas precisa melhor ritmo de jogo. Ontem foi batido muitas vezes pela velocidade dos atacantes e meias do Santa Cruz.
• Marquinhos – Não é um craque, mas é o melhor meia que temos. Não entendi porque foi para a reserva por decreto na virada do ano, dando lugar ao discreto e tímido Marco Antônio. É titular incontestável nesse grupo atual.
• Lúcio, Miralles, quem mais? – Estou cansado de ver o Grêmio não saber lidar com seus “jogadores problemas”. Perdemos Borges assim. Agora o Douglas. É tarefa da direção de futebol contornar essas situações e fazer os jogadores renderem. Lúcio não é melhor que o Collaço? Miralles desaprendeu a jogar? Faz tempo que pecamos nesse sentido. A comissão técnica é responsável por administrar os problemas . Ou vão me dizer que o D´Alessandro é um santo, por exemplo?
• Douglas – sei que sou minoria nesta opinião, mas acho que passaremos com ele o mesmo que passamos com o Borges. Equivocada a forma como levaram a negociação com um jogador que é muito chato, difícil, mas um meia diferenciado e que faria o Moreno e o Kleber empilharem gols se fosse bem administrado. Veremos ele no Corinthians.
• Fabian e Fabinho – Dois bons jogadores. O primeiro um guri da base, meia, paraguaio, que disputou a Copinha. Vale prestar atenção. O segundo é o lateral esquerdo do Caxias nesse Gauchão. Tem 29 anos, mas pareceu-me bastante interessante.
• Faltas perto da área – Kleber cava muitas faltas perto da área. Precisamos urgentemente aumentar, e muito, nosso aproveitamento nesse fundamento. Nos últimos tempos têm sido ridículo.

Abraço Tricolor

Diego Ferrer

3 comentários para “MELHOR PARTIDA”

  1. cesar disse:

    Discordo bastante, Diego.. bota o Danrlei com zagueiros como a dupla atual, ou os anteriores RafaMarques … afundaria Danrlei
    aqueles zagueiros não existem
    o veterano Gilberto Silva não temmais pernas prá jogar futebol
    marco antonio se esconde, Edilson não deu certo no AtlPR..
    sobram:
    Vitor, Mario, Saimon,Julio Cesar, Gago, Fernando, Marquinhos, e os atacantes exceto o Andre Lima, fora de forma.
    Se bem me lembro esse jogador Josef Souza é bom, estilo LeoLima resta saber porque estava na reserva,mas com 21 anos, não pode ter esquecidp

  2. Guido Spengler disse:

    Diego um forte abraço.
    Voltaste da Espanha, onde vias o melhor futebol do mundo, creio que seja por isso essa tua análise um tanto forte. O Vítor não faz mais milagres, é verdade, toma muitos gols, é verdade, pergunto: quem são os zagueiros de hoje e quem eram os zagueiros no tempo dos milagres? No meu entender o meio campo foi e continua fraco, o ataque era bom e penso que é melhor hoje. Mas são apenas opiniões.
    O que eu quero mesmo é vitórias dentro do campo com títulos ainda este ano.
    A grande vitória do ano seria a UNIÃO de todos os trocedores para a grande inauguração do Arena. Estou querendo demais?

  3. Guilherme Schulze disse:

    Concordo com a questão do meio-campo. Tínhamos jogadores para com um reforço, o segundo meia, montar um DOS melhores do Brasil. Com esse ataque deveria funcionar. Como disse um amigo, “o Douglas era o quinto salário do clube e o primeiro a ser cobrado”, o que é a mesma coisa que cobrar um estagiário e não o gerente quando der problema em uma empresa ou coisa semelhante… foi muito mal administrado.
    Também concordo em relação ao Bruno Collaço, não pode jogar no Grêmio. O Pico, mesmo fora de forma, é mais jogador que esse rapaz.
    Já com relação ao Vítor, preciso discordar. É, para mim, o goleiro mais técnico que vi jogar no Grêmio… deu azar de não pegar um time pronto ou montado para ser campeão. Ele e Tcheco seriam ídolos se a diretoria de 2008 (que têm o mesmo líder da de agora) tivesse tido coragem de contratar um atacante INDISCUTÍVEL, já que fomos vices com Marcel e Perea.
    Quanto ao jogo, uma boa vitória. Como deve ser sempre no campeonato gaúcho.
    Abraços
    @guischulze

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