Tempo ao Tempo

A temporada 2012 iniciou para o Grêmio ainda em dezembro do ano passado. A torcida criou muita expectativa com os reforços que estavam sendo anunciados e com a certeza de não sermos conduzidos por um treinador que tinha 50% da torcida contra ele.
Encerrados os três jogos marcados para o mês de janeiro, o Grêmio acumula duas derrotas e apenas uma vitória. Dessa forma, começam a aparecer alguns questionamentos sobre o time, sobre o técnico, sobre a direção, sobre todo o trabalho realizado na Azenha.
O torcedor gremista tem que entender que o grupo tricolor foi quase completamente remontado. Não sobrou nem a base do ano passado e um time jogar futebol não é um processo que ocorre da noite para o dia.
As competições importantes para o Grêmio nesta temporada ainda não começaram e, como é questionável a viabilidade de um campeonato regional, devemos tornar este primeiro turno num laboratório, deixar que as “abóboras se acomodem conforme o andar da carroça” e entrarmos fortes nas competições que realmente importam.
Essas palavras querem dizer que não devemos traçar críticas neste primeiro momento? É óbvio que não. Alguns pontos já podem ser ressaltados com a observação dos tais três primeiros jogos.
- Saimon e Grolli podem vir a ser bons zagueiros, mas hoje estão profissionalmente imaturos e necessitam de alguém experiente ao lado para passar segurança ao setor. Bola pro Pelaipe, correr atrás de um “BOM” zagueiro. Se as fichas foram apostadas apenas na experiência do Sorondo, erro de planejamento da direção de futebol. O Uruguaio nunca foi uma certeza e sim uma aposta.
- Após boas entrevistas coletivas e um bom esboço de time na pré-temporada, parece que o treinador Caio Junior se assustou com o revés sofrido dentro do Olímpico contra o Lajeadense. Durante todo o tempo na serra e no início dos trabalhos na Capital treinou o time no 4-4-2 clássico e, após bons 45 minutos contra o Universidade (de qualidade duvidosa) no 3-5-2, abandonou suas convicções e escalou o time neste esquema contra o Juventude. Mais para frente poderemos idealizar qual será o melhor esquema para o Grêmio com os jogadores disponíveis, mas essa falta de coerência me perturbou. Treinador pode ter maus resultados no início, mas necessita de convicção sobre o futebol. Sem convicção não vai durar tempo suficiente para estrear no Brasileiro.
Termino repetindo que devemos dar tempo ao tempo. Este elenco do Grêmio é o mais completo dos últimos anos no Olímpico. Temos um bom goleiro, dois bons laterais (Gabriel e Julio Cesar), volantes e meias do ofício e dois atacantes com faro de gol. Que o primeiro turno do Gauchão sirva de laboratório para o time que erguerá as ultimas taças dentro do Estádio Olímpico.

Felipe Escobar

2 comentários para “Tempo ao Tempo”

  1. cesar disse:

    o.k. atacantes
    meio campo? jogando com 1 a menos,com o Douglas sempre demorando com a bola, retendo e passando qdo o atacante está marcado, alimentando o contraataque
    defesa: será tão dificil arrumar um zagueiro uruguayo paraguayo, argentino que se imponha no meio da gurizada?

  2. Paulo Ferrer disse:

    Belo texto, Felipe, sobre o qual faço algumas observações:

    1- Discordo quanto a pouca importância do Gauchão. Nele se dá o enfrentamento direto com nosso maior rival. Ganha-lo dá impulso para um bom ano; perde-lo coloca todo o trabalho sob suspeita, tira a tranquilidade, é prenúncio de crise;

    2 – Acho que a remontagem do time não está concluída. Como bem salientas, nossa zaga é inexperiente e precisa de reforços. Perdemos o Rochemback, que vai fazer falta, pela experiência, liderança, gremismo e qualidade. Nossos armadores são deficientes, lentos, não marcam e não entram na área (cansei do Douglas). Dos jogadores contratados, penso que só Kleber e M.Moreno são afirmados; o resto é aposta;

    3 – Concordo integralmente contigo quando pedes paciência; ela será indispensável, mas outras contratações são necessárias;

    4 – Acredito no Caio Jr., mas ele não precisa cometer erros já conhecidos como, por exemplo, querer que o Fernando vá à frente. Silas, que Deus o tenha longe do Grêmio, tentou fazer isto e quase acabou com o menino. Fernando é cabeça-de-área, perdigueiro.

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