NÃO FOI UMA BOA ESTREIA

Quase 19 mil pessoas abriram a temporada 2012 dentro do nosso Estádio Olímpico e, como se não bastasse a emoção que este ensaio de despedida já causaria, também a esperança, o desejo e a ansiedade gremista de reencontrar os melhores momentos de um clube campeão, estavam presentes no ar.

Em campo, o jogo se iniciou com quatro estréias. Com elas, a proposta de um novo posicionamento tático, músculos presos pela preparação física e a falta de ritmo característica de jogadores vindos de férias. Lembro que o Kleber, por exemplo, não jogava desde bem antes do final do Brasileiro de 2011. Este, portanto, há muito sem atuar.

Compreensível que as jogadas não saíssem naturalmente. Esperável que as articulações e trocas de passes dependessem de um esforço incompatível com o melhor resultado. Só times entrosados conseguem fazer “parecer ser fácil jogar futebol” e é quando “parece fácil” que se sai campeão.

Derrota perdoada, então? Não.
Contratações e proposta de trabalho questionadas? Também não.

A questão é que, mesmo com todas as dificuldades e ainda que se possa ter esperança para o ano de 2012, pelo grupo que se desenha, não há mais espaço para fracasso.

Mais do que isso, com todo o respeito ao Lajeadense e ao futebol do interior do Rio Grande, perder no Olímpico não está mais no rol dos episódios toleráveis pelos gremistas. Muito menos para uma equipe de tamanho menor.

Seria aceitável jogar mal e vencer. Perder, não.

Que sirva de alerta, desde já, ajudando ao aparente bom ano do futebol do Grêmio – falo das contratações e da idéia de futebol que vem sendo pronunciada pelo treinador – a realmente encontrar o caminho dos títulos que necessitamos, repito, sem espaço para adiamentos.

Não foi uma boa estréia, em que pese tenha motivos para seguir acreditando em um grande 2012.

É a minha opinião.

Juliano Ferrer

3 comentários para “NÃO FOI UMA BOA ESTREIA”

  1. Paulo Ferrer disse:

    COMENTÁRIO 1
    Li e ouvi comentários dos jornalistas que acompanharam a pré-temporada, que Caio Jr. pretende atacar com os dois meias abertos pelas laterais do campo; desconfiei. Vi isto posto em prática no jogo de ontem; acho que não vai dar certo. Há muito comento entre meus companheiros de futebol, que o Douglas tem que se mexer para receber a bola, caindo para os lados de modo a dificultar a marcação. Estático no meio, fica previzivel e, além disso, ele não sabe girar sobre o marcador (que saudade dos bons momentos do Borges). Mas os dois meias caindo para os dois lados ? Escancara o meio-de-campo, que fica vulnerável aos contra-ataques, expondo os cabeças-de-área. Penso que deve cair um por vez, não os dois ao mesmo tempo.

  2. Paulo Ferrer disse:

    COMENTÁRIO 2
    Como os adversários conhecem o Kléber e sabem da sua impaciência, bateram por traz nele a noite toda (um colega de São Paulo disse-me hoje que lá também era assim). Não revidou, mas irritado armou o contra-ataque que resultou no segundo gol. Este é um dos problemas do Kléber, o outro, disse-me o mesmo colega, é que também irrita-se e fala bobagens quando criticado. Espero que a Diretoria e Comissão Técnica consigam corrigir tais problemas, pois ele sabe jogar.

  3. Artur Ferreira disse:

    Tens razão Juliano. Uma estréia ruim, pois a nossa grandeza não nos permite estrear perdendo nem para a seleção mundial.
    Amigo Juliano, como tu escrevestes: ” Que sirva de alerta”.

Comente