UMA VISÃO DO FUTURO DO GRÊMIO

Chegamos a 2012 e a questão que se coloca é o futuro do nosso Grêmio. Olhando o passado recente não há como negar o desânimo. Desde o final dos anos 90 ganhamos muito pouco, aumentamos nosso endividamento de forma crescente, tivemos que amargar uma passagem pela segunda divisão e parece que não aprendemos a lição.

Mudamos o estatuto, onde conseguimos criar um modelo de governança com alguns toques de modernidade, mas relutamos em cumpri-lo.

Os movimentos políticos pouco ou nada agregaram para o Clube desde que assumiram um papel relevante. Neste aspecto vivemos em permanente conflito, onde o que menos interessa são as idéias, o Clube e seu futuro, mas sim as pessoas e quem assume o poder eventual. A cada troca de comando mudam-se as pessoas e, não raro, deixam-se de lado o que de bom estava sendo feito, para mudar por mudar, muitas vezes para pior.

Não há com negar que perdemos importante espaço em todos os níveis para o nosso coirmão. A liderança que assumimos nos anos 80, como maior torcida do sul do Brasil, está seriamente ameaçada e a tendência do futuro próximo é muito negativa neste aspecto, também como conseqüência dos erros cometidos.

No entanto há uma luz no fim deste túnel nefasto que insistimos em trilhar. Não quero ser ufanista, mas não posso esconder minha emoção, minha esperança, para não dizer minha certeza de que a Arena vai mudar o Grêmio, de forma que possamos cumprir a nossa visão de que estejamos permanentemente entre as maiores forças do futebol mundial. A transição do Olímpico para a Arena vai ser mais importante do que foi a da Baixada para o Olímpico. Temos a oportunidade única de, não apenas termos o melhor estádio do Brasil, mas também de fazermos o melhor Clube pela nossa gestão. Felizmente temos no Clube hoje a vontade política de mudar e vamos mudar.

Entendo também que a parceria com a OAS, que tem se revelado muito positiva até agora, tende a ajudar muito o Clube a mudar também, porque teremos que aprender a conviver com um parceiro por 20 anos. Uma parceria de ganha-ganha, construída num modelo de negócio muito inteligente.

Há, porém, muitos riscos que precisam ser considerados, sendo que o maior deles é o político. As correntes do atraso permanecem vivas, a profissionalização ainda é incipiente, nosso modelo de governança ainda tem muito espaço para melhorar, entre outros riscos que estão presentes e que precisam ser monitorados.

No cenário brasileiro há uma fortíssima tendência de valorizar Flamengo e Corinthians pela grandeza das suas torcidas. Só poderemos competir com eles com um estádio como a Arena, com uma gestão excelente e com uma visão de futuro muito eficaz, onde as categorias de base deverão ter um tratamento profissional, sendo tratadas com muito maior importância do que acontece hoje.

Enfim, estamos diante de uma oportunidade histórica de fazer do nosso Grêmio um Clube de ponta no cenário mundial. Não podemos perder de novo.

Carlos Biedermann

8 comentários para “UMA VISÃO DO FUTURO DO GRÊMIO”

  1. cbimbi disse:

    Muito boa visão. Compartilho essa idéia de q o clube só voltará a ser vencedor no dia que os 2 grupos cessarem a carnificina irresponsavel que já dura 1 década..

    Um novo estadio é o timing , mas notem que das proprias entranhas diretivas saem as maiores criticas destrutivas sobre a nova casa.

    também acho que outros 2 itens devem ser encarados.. a FGF que agora vai fisicamente ee mudar para o complexo do aterro e a imprensa, com seus 2 pesos e 2 medidas: passa imagem do Gremio como podre e corrupto; o coirmão é o clube limpo”". vide as denuncias gravissimas do Siegmann que os cronistas imparSCIais sequer noticiam

  2. João Antonio Braga da Silva disse:

    Caro Amigo Carlos Bierdermann!
    Há duas coisas fundamentais nas tuas colocações,
    a) as questões políticas, estas precisam ser tratadas em alto nível de responsabilidade entre todos os Grimistas, é urgente unificar nossas atitudes com bon senso, não se admite corretes ideológicas dentro das torcidas, não é torcidas e sim torcida, ser Gremista é um ato religioso, porque dividir.
    b) trabalho de base: quando se faz trabalho de base, não é só buscar aqui e ali, agum guri que se destaca, mas sim buscar as comunidades onde esse guri está, fazer um trabalho de aproximação com as pessoas, a família e a comunidade, levando o Grêmio a fazer parte de um processo de promção aos ser humano.
    Desculpe tanto,
    Um Grande Abraço
    João Braga,
    Sócio 62092.

  3. Alexandre Fleck disse:

    Compartlho da mesma preocupação, só acredito em algo que possa mudar a vida dos gremistas com uma administração oposta do que temos hoje. Certa vez, aqui neste blog, fo postado um artigo do Srº Gallo, revelando as mesmas preocupação do srº Biedermann. Certeza de que estamos no caminho errado, esta indentificado, ademais só a coragem para mudar.

  4. Silon Junior Procath da Silva disse:

    Para superar os Interzinho de POA temos que ter uma verdadeira democracia onde todos os sócios tenham a chance de votar para a direção do clube, sempre! Não podemos ver o clube usado como trampolim político. Veja a gestão de Otávio Germano, levou o Grêmio a segunda divisão mas fez com que ela passasse de pouco mais de 30 mil votos para mais de 100 mil.

  5. Antonio Nicolao disse:

    Não mudou muito o clube, hoje neste exato momento ainda temos na atual diretoria os ditos “donos do Gremio”.Terrivel, mas uma grande verdade.
    As forças jovens surgem , mas são barradas no clube quando tentam se aproximar para RENOVAR , OXIGENAR, AJUDAR A MODERNIZAR, velhos caciques não deixam isto acontecer..
    Basta ver no DM , o clube não avançou em nada, fica restrito ao Sul do Brasil , nada se explora do potencial da marca GREMIO fora do Sul e resto do mundo.

  6. Antonio C. Mariante disse:

    Acredito que esta preocupação é de todo torcedor que relmente “ama” nosso Grêmio, mas a maior preocupação é a que esta por vir; estaremos com um dos melhores estadios do mundo, com uma parceria por vinte anos e tristemente vemos o clube pensando em que virá para o show de abertura, pensando ainda nos Mazembes da vida. Quando vamos pensar em ter um CD com homens que realmente possam deliberar algo e não simplesmente colocar o “filho do filho” ou o “primo querido” ou pior ainda, pensar em organizar grupos de apoios politicos para simplesmente assumirem o poder. Chega, profissionalização JÁ .Vamos aproveitar o novo estadio e tentar seguir exemplos dos grandes clubes do mundo.

  7. Paulo Ferrer disse:

    COMENTÁRIO 1

    Como Conselheiro do Grêmio e membro da Comissão de Patrimônio do Conselho Deliberativo,tenho feito questionamentos pontuais a respeito do Projeto Arena. Entendo que é minha obrigação faze-los sempre que entender que algum ponto não está de acordo com os melhores interesses do Clube. Para tanto, valho-me da experiência adquirida como engenheiro civil e como desportista. Trata-se, no entanto de um negócio muito complexo e, por isso, muitas vezes tenho dúvidas e preciso confiar na percepção de companheiros mais afeitos a negócios. O Biedermann é um deles. Profissional qualificado e gremista dedicado, sempre manifestou sua confiança na Arena para o futuro do Grêmio. Não é de hoje, portanto, seu aval a este projeto e o mesmo ameniza minhas angustias.

  8. Paulo Ferrer disse:

    COMENTÁRIO 2

    Quem leu o texto que postei no dia 28/12/2011, nesta mesma página, e agora leu o do Biedermann, pode deduzir que existem divergências dentro do nosso Grupo Grêmio Imortal. Claro que existem, eventual e pontualmente, pois somos seres pensantes e livres, graças a Deus. Com relação aos Grupos, no entanto, o que o Biedermann deseja eu também desejo, que pensem o Grêmio, façam projetos e busquem pontos de convergência. Por isso rejeito o título de “grupo político” e prefiro o de “grupo de trabalho”. Nos períodos de eleição, aí sim, buscamos espaço nos Conselhos Deliberativo e de Administração, com o objetivo de por em prática nossas idéias voltadas para o bem do Grêmio.

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