UM JOGO E UM REFORÇO

ATÍPICO

Depois de um feriado prolongado, o Grêmio encarou o Fluminense em uma noite de chuva na Cidade Maravilhosa. O Tricolor com algumas modificações, como Gabriel no lugar de Júlio César, Lúcio na meia ocupando a vaga de Escudero e Brandão no ataque. O Fluminense, apesar de ter uma defesa bastante precária, é um time ofensivamente perigoso, com Deco, Fred e Sóbis no time titular e ainda contando com Rafael Moura e Martinuccio no banco de reservas.
Foi um jogo aberto em que o Grêmio saiu ganhando com um gol de escanteio; o tão contestado Rafael Marques, bem posicionado no momento da cobrança, abriu o placar. Em seguida sofremos o empate; Fred subiu entre Brandão e Gilberto Silva e fez o primeiro dos seus quatro gols da noite. Marquinhos, em uma cobrança de falta perfeita, colocou o Grêmio novamente à frente, no final do primeiro tempo. No início do segundo tempo Deco comandou o Flu para a vitória, empatando com Fred e virando com Sóbis. A essa altura, o jogo estava 3 a 2 para o Tricolor Carioca. O Grêmio novamente empatou a partida com Brandão e virou o jogo com um chute fantástico de fora da área de Adilson. O Fluminense de Fred, no entanto, não só empatou o jogo, como virou e ganhou, com um gol de pênalti, que gerou muita discussão, e após com mais um belo gol.
A partida teve lances polêmicos, impedimentos não marcados, um pênalti duvidoso para o Fluminense e a expulsão de Brandão, que até agora não ficou bem esclarecida. Alguns jogadores do Grêmio ameaçaram se retirar do campo, em protesto contra a arbitragem, quando da marcação da penalidade máxima. Do lado do Grêmio, apesar da desorganização mostrada pela meia-cancha, Lúcio surpreendeu positivamente, depois de vários jogos sem atuar, assim como Brandão, que pela sua imposição física e seu esforço não deve ser descartado de pronto. Inexplicável a escalação de Gabriel na lateral-esquerda; ele nada contribuiu ao time. Quanto ao Victor, a diferença é que ele não é mais o “monstro” de dois anos atrás; hoje é somente um excelente goleiro. Gilberto Silva precisa de um companheiro a altura na zaga, para suprir a sua lentidão. Mário Fernandes é a maior afirmação do Grêmio no momento – ontem apareceu também no ataque – titular absoluto e melhor lateral direito em atividade no Brasil. Resultado: 5 a 4 para o Fluminense, em um jogo movimentado e eletrizante, apesar do Grêmio não ter chances de mais nada neste Campeonato. Infelizmente.

O GLADIADOR

Já faz mais de uma semana que o assunto Kléber Gladiador domina as conversas gremistas. Todos sabem da sua qualidade, do seu espírito guerreiro, mas muitos questionam seu temperamento explosivo, suas declarações fortes. A vinda de Kléber para o Grêmio foi envolta em muita polêmica, mas a verdade é que em 2012 ele vestirá o “Manto Sagrado”.
Minha opinião: sempre achei o Kléber a cara do Grêmio. Jogador enérgico, temperamental, sanguíneo. Gostei da sua contratação. Acho que o Grêmio está pensando grande em trazer um jogador assim. Mais ainda: tem tudo pra ser ídolo e fazer história, tanto no Olímpico quanto na Arena, já que seu contrato é longo. E sobre o seu salário, se o Kléber ajudar o Grêmio a ser campeão de novo, pra mim ele se paga. Jogador caro é aquele que não dá resultado, não ganha títulos, não levanta taça. Esse não me serve.

Roberta Rodrigues

3 comentários para “UM JOGO E UM REFORÇO”

  1. Guilherme Schulze disse:

    Mesmo tendo sido um jogaço o de ontem, acredito que um time que faz quatro gols fora de casa não PODE perder o jogo. Sofrer 5 gols e inexplicável em qualquer circunstância, ainda mais em um esquema que se propõe a jogar com apenas um atacante.
    Até concordo que o ROTH executa bem sua ideologia de futebol. O problema é, que na minha opinião, a forma que ele enxerga o jogo é equivocada. Os problemas estão na origem e espero que ele não fique para a próxima temporada.

    @guischulze

  2. admin disse:

    Ontem o Adilson fez um gol “fantástico”, como escreveu a Roberta, mas foi exceção. Gosto dele, é da casa, guerreiro, bem comportado e excelente marcador. É deficiente, no entanto, como atacante. Tem que se tirar do jogador aquilo que ele sabe fazer, sob pena de queima-lo escalando-o onde não sabe jogar. O Silas quase fez isto com o Fernando escalado de meia.

    Paulo Ferrer

  3. Gilberto disse:

    Não se admite tomar 5 gols numa partida. Ora, depois do 4×3, era para “não ter mais jogo”, mas…
    Sobre o Kleber, temos uma certeza: Se Celso Juarez não for nosso técnico ano que vem, Felipão é que não será…

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