TERMINANDO O ANO DE FORMA MELANCÓLICA

Se pegássemos opiniões anteriores publicadas aqui, certamente a maioria caberia perfeitamente para comentar a atuação do Grêmio na última partida, contra o Atlético Mineiro. Ou seja, se é verdade que melhoramos em relação ao primeiro semestre, não menos correto é afirmar que seguimos com imensas dificuldades e sem perspectivas dentro de campo.

Vejam que após quatro vezes ‘dispensado’, o ‘duble’ de zagueiro Rafael Marques segue sendo titular, protagonizando jogadas dignas de demissão por justa causa. Isto em detrimento de atleta revelado pelo Grêmio e de qualidade já experimentada, o Saimon, que ficou no banco assistindo como não se deve jogar. Rafael Marques, perdoem a ironia, é o ‘verdadeiro imortal’.

Nossas jogadas pelo lado haviam melhorado, após a fixação de Mário Fernandes na posição, e a contratação de Julio César. Pois caíram de rendimento nas últimas partidas, especialmente quando no ataque, onde estão aparecendo cada vez menos, provavelmente por orientação do treinador. Trata-se de preocupação com a parte defensiva?

O meio campo toca a bola; toca a bola; toca a bola, e é muito pouco efetivo. Tivemos várias partidas onde este defeito apareceu, mesmo tendo melhorado após o esquema com três meias. O que explica que mesmo jogando contra dez, não conseguimos ser agressivos.

Marquinhos e Douglas, jogadores lentos, raras vezes conseguem finalizar de dentro da área. Quando conseguem, vale lembrar, são mais efetivos que Escudero – o que mais chega na frente, com jogadas verticais – probo nas conclusões equivocadas e nos gols perdidos. Ou seja, os que finalizam bem, ficam longe do gol, trocando passes laterais. O que é conhecido por gestos de lamento após a conclusão errada, é o que mais chega perto da meta adversária. O resultado não poderia ser outro.

Para completar nossa falta de força ofensiva, nosso centroavante – excelente marqueteiro – está sempre atrás dos marcadores, esperando um milagre. Não se desloca. Não dá opção. Está sempre onde a bola não está.

Com este cenário a temporada não poderia terminar de outra forma que não esta, melancólica. Em início de novembro nossa condição comporta apenas finalizarmos o campeonato ‘fazendo experiências’. E mais um ano sem ganharmos grandes títulos.

É a minha opinião.

Juliano Ferrer

3 comentários para “TERMINANDO O ANO DE FORMA MELANCÓLICA”

  1. admin disse:

    COMO TE FALEI HOJE, FAÇO UMA LEITURA UM TANTO PESSIMISTA PARA O GRÊMIO NO ANO QUE VEM. CADA DIA QUE PASSA FICA EVIDENTE QUE O CELSO ROTH CHEGA A UM LIMITE E NÃO EVOLUI A PARTIR DESSE PONTO REFERENCIAL. SE RENOVARMOS COM ELE PARA O ANO QUE VEM, VAMOS ATURÁ-LO ATÉ O FINAL DO GAUCHÃO E, POSTERIORMENTE, ESTAREMOS TROCANDO O TREINADOR E INICIANDO UM NOVO CICLO QUASE NO MEIO DA TEMPORADA. ESTE É UM RISCO QUE ESTAMOS NA EMINÊNCIA DE CORRER. INFELIZMENTE, O CELSO É UM BOM TREINADOR PARA AQUELES CLUBES QUE A ASPIRAÇÃO MAIOR É NÃO CAIR PARA A 2ª DIVISÃO. ISSO É O QUE NÃO QUEREMOS PARA O GRÊMIO. DESSA FORMA, LANÇO ESSE PENSAMENTO PARA QUE TODOS REFLITAM E FAÇAM O QUE FORM PRECISO FAZER.

    JAIRO F.BARTH

  2. Gilberto disse:

    Quero saber quem é a cartomante ou mãe de santo do Rafa Marques, pois o cára é sempre titular que fica no lugar de outro machucado.
    No mais, o que entristesse é que a toalha foi jogada muito antes de desaparecerem as chances matemáticas de classificação à Libertadores. Isso não é o Grêmio.

  3. admin disse:

    Precisamos ousar!

    É isso meus caros gremistas, pensei muito depois da derrota para o Galo mineiro no sábado e cheguei a essa conclusão: precisamos ousar! O Grêmio sempre foi marcado em sua história por lances de ousadia, visão, vanguarda e coragem. Seus treinadores vitoriosos, fossem eles na época com fama ou não no mercado, eram grandes e inovadoras soluções. Lembro de Mano Menezes, Tite e Felipão como apostas de sucesso, em treinadores que estavam iniciando, mas já tinham um perfil forte. Lembro de apostas em nomes antigos e consagrados (em tese) que foram grandes fiascos: Lazarone, Leão (maldita ISL, Guerreiro, Wesley Cardia e outros que não poderiam estar nas páginas do Grêmio), Autuori que esperamos uma libertadores inteira… e agora Celso Roth. É meus amigos, perdi a esperança com a teimosia deste treinador. Sua falta de ambição ofensiva é um tumor que precisa ser arrancado. Não dá mais para ficarmos aguardando uma solução mágica, de onde sabemos que não virá nada! Novamente, perdemos para dez jogadores, sem que infernizássemos a zaga adversária com uma pressão insustentável. Me deu vergonha o quanto o Grêmio foi insosso, quase incolor, inodoro e insípido. Não lembrou nem de longe times como o da batalha de La Plata, Aflitos, nosso 4 x 0 sobre o Caxias, nossa surra no River lá no Monumental de Nuñez, a Copa do Brasil sobre o Corínthians, nossas lutas contra o Palmeiras em libertadores, Copas do Brasil e Brasileiros. Nosso time é a cara de nosso treinador: insosso! Ver o time perdendo e botando bola para o lado em cobrança de falta é de desligar a TV!!! Precisamos de critérios para contratar para o ano que vem e o primeiro é ousadia!!! Houve uma época que o Grêmio contratava antes de tudo o caráter e a indignação, hoje, isso ficou pra depois. Nossos jogadores, salvo algumas exceções, tem uma postura derrotista e conformista dentro de campo. Vou tentar explicar com o contra-exemplo: Dinho, Goiano, Sandro Goiano, Renato, De Leon, Rivarola, Emerson, Adilson, Arce, Wiliam (zag), Jardel, Paulo Nunes, Marcelinho Paraíba, Eduardo Costa, Danrlei, Baideck… fui citando nomes de jogadores que se notabilizaram pela garra e força de vontade ao vestir o manto tricolor. Nossos jogadores de hoje não sabem o que essa camisa significa, ver um jovem como Leandro, com aquele cabelo ridículo, entrar em campo já cansado, é dose…
    Vamos ousar na contratação de um treinador para o ano que vem! Tem alguns nomes que gostaria de ver treinando o Grêmio, sei que vou receber pedradas e vão me taxar de maluco, mas azar: Carpeggiani (jogou no Inter e daí? Adilson, capitão América jogou no Inter), Tite (armaria um 3-5-2 fantástico: 3 zagueiros – Mário Fernandes, Saimom e Gilberto Silva de Líbero… alas: Gabriel e Júlio César… Meio campo – Fernando, Rockembach, Douglas…. ataque: André Lima (Kléber) e Miralles) ou então Jorginho da Portuguesa.

    Termino agradecendo ao Saimom pelo pontapé que ele deu no Ronaldo Moreira. Ele vestiu a camisa da torcida e fez o que todos nós desejávamos: levantar a bunda do Moreira do chão com um pontapé. Esse é um jogador camiseta e tem que jogar pois tem garra e indignação. Claro que ele não jogará, é melhor que Rafael Marques, vai ficar no banco… assim como o Miralles que tem mais futebol para mudar o esquema do Grêmio para 4 4 2 tirando um lento do meio mas o treinador não muda… celso, joguei a toalha contigo.

    Abraço

    Otero

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