Corinthians 3 x 2 Grêmio

Temos uma equipe

Já imaginou a cozinha de um restaurante grande, onde mais ou menos 600 pessoas almoçam num curto espaço de 2 horas? Sim, é uma correria frenética, mais parecendo um formigueiro. São cerca de 30 funcionários preparando e montando os pratos e mais uma grande quantidade de garçons que servem mais de 50 tipos diferentes de comidas e bebidas. Como funciona? Com organização e distribuição de tarefas. O pessoal das saladas, os grandões dos fogões que cuidam dos pratos quentes, a dupla que só se concentra nas carnes, a confeitaria, sushimen, as mulheres da limpeza, o cara do estoque e os garçons entrando de 5 em 5 segundos pedindo reposição dos pratos que acabam no Buffet.

Mas funciona, porque cada um sabe exatamente a sua tarefa e onde começa a tarefa do outro. Todos conhecem suas atribuições, os tempos, as necessidades. Existe um circuito, inclusive, como um bom formigueiro que é, onde todas as coisas fluem.

Pela primeira vez no ano de 2011 vejo isso no Grêmio. Infelizmente tenho esse prazer somente no mês de agosto! Sim, demoramos 8 meses para encontrar uma EQUIPE. A linha de 3 homens que ficam na intermediária do adversário, o posicionamento da zaga com um lateral sempre ficando quando o outro vai e a feliz presença de um primeiro volante atento e rápido (como tem sido o Fernando) me fazem crer que temos, enfim, uma equipe. Ou o princípio de. Todas as individualidades técnicas do grupo, as mesmas que sucumbiram e tornaram-se odiadas por todos em um time completamente desorganizado, voltarão a render. E mais uma vez pensaremos: por que demorou tanto? Assim perdemos mais um ano!

Santa Ingenuidade

Apesar da boa partida que fizemos contra o Corinthians, fiquei parcialmente satisfeito. Claro, pela derrota em si, mas também pela ingenuidade do time que, com dois jogadores a mais, com o adversário sem NENHUM atacante em campo mais, manteve 4, ás vezes 5 defensores no campo de defesa e ficou trocando passes laterais sem sentido ao invés de mandar os zagueiros e o resto pra dentro da área e jogar ao melhor estilo “castellano”! BOTA NO FEDOR, é a frase que todos conhecemos e dissemos naquelas 10 minutos em que nada aconteceu e que poderiamos ter empatados e até virado a partida. Santa ingenuidade!

Sabor da Vitória

O time do Grêmio estava acostumado a perder. Os jogadores esquecidos de como é bom o sabor da vitória. Parece que ao vencer o Grenal, lembraram o gostinho. Voltou à memória o prazer de ganhar e estão mais ligados, atentos, empolgados. Espero que essa derrota para o Corinthians não seja suficiente para voltar ao marasmo. Ou será que existem outros aditivo$ nessa história?

Toco e me voy

Rafael Marques: espero escrever o nome dele pela última vez nessa coluna! Parece que vai embora mesmo, dessa vez. Vou junto fazer o check-in para não haver dúvidas e nem desistências!
Fábio Rochemback: deixando de ser o protagonista e faz tudo do time, joga muita bola!
Ataque (de nervos): ainda estamos carentes de goleadores. Precisamos de alguém que faça gols!
Arbitragem: Lamentável! Três minutos de acréscimos é piada.
Tá na carteira de trabalho: Júlio César é lateral esquerdo. Simples assim.

Abraço tricolor,

Diego Ferrer

1 comentário para “Corinthians 3 x 2 Grêmio”

  1. América de MG X Grêmio... o dia que Celso voltou a ser Juarez Roth disse:

    Com tristeza vi o Grêmio deixar de levar os 3 pontos de Minas Gerais. Com uma postura acovardada contra um time que tinha um jogador expulso, o Tricolor cedeu o empate. Desta vez, não ouso culpar os atletas, o mesmo treinador que arrumou o time do Grêmio, deixou de ser Celso e voltou a ser Jurez Roth, tirando jogadores que prendem a bola no meio e colocando volantes de contenção. Meus amigos… conter é defender, jogadores de armação tem mais tempo a bola nos pés e isso equivale dizer que o adversário terá menos possibilidades de estar com a bola. Enquanto Clementino e Adilson estavam no banco (gosto do Adilson) o Grêmio dominava. Quando esses jogadores entraram, o Grêmio foi empurrado para trás e qualquer gremista que conhece seu time sabia que o levar o gol era questão de tempo. Para mim foi derrota!!! O treinador errou feio junto com suas convicções. Enquanto isso, Miralles, nem no banco. Não sei se ele é solução ou não, para saber isso, preciso vê-lo jogando ao menos uma partida inteira e mais, preciso ver os atletas passarem a bola para ele, pois quem conhece futebol, percebe que ele está escanteado, principalmente pelo Rochemback, com quem teve um desafeto no vestiário. Pelaipe: faz o Miralles se entender com Rochemback, com Celso e com Paulo Paixão e bota o homem a jogar… é nossa melhor opção!! Se esperávamos alguma coisa do Leandro, é melhor esquecer, pois ele estva na seleção que foi descalssificada numa chave com a gloriosa Cuba e a espetacular Costa Rica, grandes expressões do esporte bretão Mundial.

    Otero

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